Consultorias projetam supersafra de soja 2022/2023 e preços em alta

Preço:
Negociável
Dados técnicos:
  • Tipo:
  • INSUMOS AGRÍCOLA
Informações de Públicação:
  • Publicado:
  • out 20, 2022
  • Atualizado:
  • out 20, 2022
  • Visualizada:
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A média do valor da saca de soja nos quatro primeiros meses do ano na Bolsa de Chicago foi 14% superior quando comparada ao mesmo período do ano passado. Já em Sorriso (MT), foi de 8,8% a mais quando comparado à safra anterior.
Com clima favorável para o desenvolvimento da soja, a StoneX Brasil divulgou sua primeira estimativa para a safra 2022/23, projetando uma produção histórica de 152,6 milhões de toneladas, 20% maior em relação a última safra. A consultoria também prevê um aumento de área cultivada em 42,9 milhões de hectares, um incremento de 3,9%, com recuperação da produtividade perdida na última safra em decorrência da severa estiagem ocorrida no fim do ano passado na região Sul do país e em parte de Mato Grosso do Sul.
A especialista em Inteligência de Mercado da StoneX Brasil, Ana Luiza Lodi, disse em entrevista ao Jornal O Presente Rural que as perspectivas são bastante favoráveis para a próxima safra, diferente do cenário encontrado na safra 2021/22. “Estamos bastante otimistas, mas precisamos acompanhar o clima para ver se vamos conseguir ter sucesso e atingir essa supersafra. As perspectivas são bastante positivas”, enalteceu.

Produtividade

Na média do Brasil em 2021/22, a produtividade por hectare ficou em 50,5 sacas, redução de 14,1% em relação à safra anterior, o que frustrou as expectativas, resultando em uma produção total de 124 milhões de toneladas, 10,2% inferior à da safra passada mesmo com aumento de 4,4% na área plantada, de acordo com informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Margem positiva ao produtor

Conforme a consultoria Radar Agro do Itaú, os agricultores brasileiros foram beneficiados novamente pelo aumento das cotações da oleaginosa em relação à temporada passada. A média do valor da saca de soja nos quatro primeiros meses do ano na Bolsa de Chicago foi 14% superior quando comparada ao mesmo período do ano passado. Já em Sorriso (MT), foi de 8,8% a mais quando comparado à safra anterior.

Projeções da safra 2022/2023

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para cima os números da safra de soja 2022/23 dos Estados Unidos, apontando para uma produção prevista de 123,31 milhões de toneladas, com produtividade de 58,17 sacas por hectare. E a produção mundial de soja deverá alcançar 392,79 milhões de toneladas, um aumento de 11,3%, elevando os estoques finais para 101,41 milhões de toneladas. A autarquia estima ainda uma produção brasileira de cerca de 149 milhões de toneladas, enquanto prevê 51 milhões de toneladas para a Argentina e 18,4 milhões de toneladas para a China.

Por sua vez, a consultoria Radar Agro prevê um crescimento da oleaginosa de 2% na produção dos Estados Unidos, o que favorece a safra na América do Sul, que poderá alcançar 208 milhões de toneladas, aumento de 20% sobre a safra passada. Ainda assim, a relação estoque/uso deverá oscilar ao redor de 26%, nível abaixo das safras anteriores, embora superior ao da safra 2021/22. “No tocante à produção no Brasil, espera-se que os números voltem a patamares superiores aos da safra 2020/21, alcançando o volume recorde 149 milhões de toneladas. Nosso cenário supõe um crescimento de 2% da área plantada e níveis de produtividade próximos aos observados em 2020/21”, expõem os consultores no Visão Agro.

Em relação à disponibilidade de fertilizantes e os altos preços do insumo podendo levar a uma redução de seu uso na safra 2022/23, os consultores de mercado analisam que os níveis de estoques de fertilizantes no solo com aplicações mínimas vão possibilitar que as lavouras brasileiras atinjam bons níveis de produtividade caso não ocorram grandes choques climáticos.

Consumo do grão no mercado interno

De acordo com o Radar Agro, o consumo do grão no mercado doméstico deverá crescer puxado pelo aumento da produção de ração e pela busca de óleos vegetais, seja para as exportações ou a reboque de uma possível recomposição da mistura do biodiesel no diesel no mercado local. “Considerando que as exportações poderão alcançar 88 milhões de toneladas, as nossas primeiras projeções mostram que os estoques de passagem deverão voltar a aumentar, o que, consequentemente, poderá limitar o valor dos prêmios nos portos no Brasil”, estimam os consultores do Itaú BBA.

Os consultores de mercados apontam para boas margens aos produtores na safra 2022/23, contudo menores que as observadas na safra anterior. “O custo de produção segue elevado, mas o produtor está conseguindo manter uma margem positiva, vai enfrentar um risco se eventualmente tiver algum problema relacionado ao clima que fará com que ele perca um maior quantitativo monetário, esse é um ponto de atenção que os produtores precisam ter”, pontua Ana. “Por mais que esperemos um aumento de custos diante da elevação dos preços em dólares dos defensivos e fertilizantes, além do aumento de despesas com diesel e mão de obra, os balanços apertados devem deixar pouco espaço para quedas abruptas das cotações, garantindo uma boa rentabilidade”, ressaltam os consultores da Radar Agro.

Mercado interno

Já no mercado interno, os preços se mantiveram firmes na média do primeiro semestre frente ao mesmo período no ano passado a despeito da chegada da primeira safra, que teve seu total produzido afetado pela seca e altas temperaturas na região Sul, e do cenário de bom desenvolvimento da safrinha, que segundo a Conab, deverá totalizar 88 milhões de toneladas, apesar de alguns cinturões de produção também terem enfrentado desafios para o desenvolvimento da lavoura. “Nossa perspectiva é que os preços do milho em Chicago se mantenham firmes também safra 2022/23 diante da perspectiva de uma relação entre oferta e demanda ainda em patamares apertados com a produção global sendo impactada pela redução de área de milho nos Estados Unidos e queda de produção na Ucrânia que, de acordo com USDA, deverá ter uma retração de 15%”, vislumbram os consultores do Radar Agro.

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